Quando criança não diferente de nenhuma outra, minhas relações sempre foram inocentes, aquela sensação do desconhecido vivido em cada um, busco em mim o primeiro encontro com o mar, queria celebrar essa lembrança, viver aquele instante, fecho novamente os olhos, consigo ouvir a musica do tempo vindo me brindar com essa festa.
O estranhamento em cada passo, a sensação incrível ligada pelos pés, sinto a areia molhada e a chuva fina encontrar o meu corpo, os olhos abugalados de espanto e medo, fico parado perplexo, admirando a força brutal da água, me arrisco a aproximar, a tocar-me a mão indo encontrar-lo, curioso, quero experimentar, quando me vem o estranhamento do sabor.
Essa viagem celebrada pelo meu livro de memória faz-me crer, que essas sensações e esses sentimentos que me enchem os olhos e me trazem a certeza realmente que a vida não tem limites.